Durante 50 anos, Aribert Heim, o doutor Morte, conhecido por seus experimentos excruciantes em três campos de concentração nazistas, foi procurado pelas polícias de vários países, aliadas ao Centro Simon Wiesenthal de caça a criminosos de guerra. Mas, no mesmo momento em que uma nova operação de busca era realizada na divisa entre o Chile e a Argentina, uma investigação da TV alemã ZDF, em parceria com o jornal The New York Times, comprovou que um dos homens mais procurados do mundo está morto há 17 anos.
De acordo com documentos divulgados agora, Heim faleceu em 10 de agosto de 1992, no Egito. E mais: ele havia aderido ao islamismo e adotado o nome Tarek Hussein Farid.
Em seus últimos anos de vida, Heim, ou Farid, fez longas caminhadas pelas ruas do Cairo, frequentou diariamente a mesquita Al Azhar e tirou muitas fotos - ele sempre andava com uma câmera a tiracolo, mas não se deixava fotografar.
"Ele foi como um pai para mim", disse ao jornal americano o empresário Mahmoud Doma, de 38 anos, filho do proprietário do hotel Kasr el Madina, onde o alemão viveu. Ainda segundo Doma, os filhos dos amigos de Heim o chamavam de "tio Tarek" e adoravam quando ele comprava chocolates. De acordo com a certidão de óbito, trazida a público pelas reportagens, o médico morreu de câncer retal. Mas o local onde ele foi enterrado ainda é um mistério.
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edição 075, outubro 2009
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