Jacqueline Kennedy: a namoradinha da América

A primeira-dama que a nação sempre sonhou em ter

por Adriana Maximiliano


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Jacqueline Kennedy (1929-1994) foi reverenciada como uma verdadeira rainha. Linda, elegante, inteligente, ela ditava moda e costumes. Foi fundamental na ascensão política de John Kennedy. Antenada com a moda parisiense, Jackie sabia se vestir, mas tanto requinte teve que ser levado com certa parcimônia. Para não causar mal estar entre suas conterrâneas, substituiu metade de seu guarda-roupas, exclusivamente francês, por modelitos americanos, tal qual seu vestido de noiva, confeccionado no Alabama pela estilista Ann Lowe. Poliglota, Jackie abalou Paris quando acompanhou o marido em um encontro com Charles de Gaulle. Os noticiários franceses diziam que John é que a estava acompanhando. Sua figura desolada no funeral do marido comoveu a nação. Permaneceria comovendo se não tivesse se casado com Aristóteles Onassis, cinco anos depois. Foi o início do fim de "realeza" de Jackie, que acabaria de vez durante um banho de sol, quando um paparazzo a flagrou totalmente nua. As fotos vieram a público em 1975. A mídia passou a chamá-la de Jackie O. Naquele mesmo ano, Onassis faleceu. Herdeira de outros milhões de dólares, ela envelheceu discreta, com suas próprias lembranças, lembrada amiúde ora como uma Kennedy, ora como Jackie O.

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