Notas Arqueológicas

Árabes sabiam o segredo da Pedra de Roseta

por Andressa Rovani

Depois de sete anos analisando manuscritos de chamados alquimistas árabes encontrados em Bagdá e datados do século 9, o arqueólogo Okasha El Daly, da Universidade de Londres, anunciou em outubro que os árabes não só desvenderam o código da Pedra de Roseta um milênio antes do Ocidente como também já estudavam o Egito Antigo.

Descoberta pelas tropas de Napoleão em 1799, a pedra traz um decreto sacerdotal de 196 a.C., escrito em três alfabetos: demótico (uma escrita egípcia cursiva), grego e em hieróglifos. Só a partir da comparação com os outros dois idiomas, foi possível a decodificação dos hieróglifos, em 1822, abrindo ao Ocidente a história contada nas paredes egípcias.

No século 19, descobriu-se que existiam outras pedras similares à de Roseta. Foram elas que, segundo El Daly, teriam servido de base para a tradução árabe do século 9. “Os alquimistas escreveram vários manuscritos sobre a história egípcia”, diz El Daly. Um deles, Ibn Wahishiya, criou até um dicionário mostrando que os hieróglifos representavam letras e não idéias, fato descoberto pelo Ocidente só no século 19.”

 

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